segunda-feira, 7 de março de 2016

Cap. 5 A visita do Governador

Nicholas David
O avião logo pousou no pista do aeroporto. As poucas luzes para dissipar a escuridão tornava a face de David um tanto macabra. Sua secretaria Débora o entregou uma agenda preta com anotações sobre os assuntos a se tratar com o diretor do Colégio diferença.
—Que horas você marcou a reunião com Franco? —Perguntou com a voz grossa.
—Daqui uma hora... —Ele sorriu em sinal de concordância.
—Isso significa que tenho tempo para um banho quente. —Ele entrou dentro de um carro preto com o “G” de Governo  nas laterais. —Convoque todos os monitores para reunião.
—Mas não é conveniente, afinal, é assunto sigiloso e o reino de Radaster vai ficar desprotegido!   —Débora alertou-lhe apavorada com a possibilidade de Radaster ficar sem nenhum monitoramento.   
—É uma ordem!
Ela  cabisbaixa pegou o PUCAP ( É um aparelho de comunicação altamente avançado, principalmente os modificados da capital que podem invadir qualquer rede).
Monitor Jay
O monitor moreno mantinha sentado em uma mesa do super lanche aguardando a filha do prefeito encomendar os leites a vapor. Ashley odiava o fato de ter um monitor em sua cola, mas era até engraçado observar a cara dele de tédio enquanto a vigiava. 
—Pode ser sabor chocolate? —Gritou do balcão para ele escutar.
—Claro. —Confirmou enquanto olhava pela tela do pucap projetado em seu braço onde os outros monitorados estavam e o que faziam. Havia um monitor pra cada um deles, mas por via das dúvidas todo o departamento de monitores tinham que acompanhar os monitorados pelo pucap pra não deixar passar nenhuma inflação!
Ashley sentou-se na mesma mesa que  Jay e lhe entregou o leite a vapor de chocolate.
—Porque está sendo gentil comigo? —Questionou enquanto bebia o liquido grosso e quente. —Pensei que eu era só um chato de galocha que ficava no seu pé pra baixo e pra cima! 
—Você é exatamente isso, mas até os chatos de galocha merecem ser bem tratados! —Ela sorriu pra ele. —E vai que lhe tratando bem eu me livro mais rápido dessa punição.
Jay riu do comentário, é obvio que ela tinha uma segunda intenção com o ato!
Enquanto conversavam sobre a lanchonete um garoto de cabelos loiro penteado para cima adentrou. Seus olhos estavam vermelhos  e seus braços inchado. Logo atrás dele uma loira de batom bem rosa caminhava um pouco assustada.  Os dois fizeram o pedido e se sentaram em uma mesa mais afastada.
—Você acha que a Angélica mais o namorado Diego andaram fumando uma droga? —Ashley  perguntou  para o monitor Jay.
—Eu acho que não é da sua conta! —Jay a cortou. Ele sabia a verdade, Angélica e Diego podiam fazer parte da gangue, mas não se tratava de droga. O monitor há algum tempo vinha espionando o Governo e acabou descobrindo sobre o projeto mega humano! O doutor H era um dos cientistas do governo e pai do Diego. Ele não tinha certeza mais acreditava que Diego era uma cobaia devido sua fisionomia sempre pálida e cansada independente do horário.
Até então era apenas suspeitas que poderia ser levadas a sério e era o que ele ia fazer, afinal, provas é o que ele mais tem.
—Jay, porque o seu Pucap está brilhando? —Ashley perguntou para o monitor que imediatamente acionou a tela para ver o motivo da notificação.
“Convocamos a presença de todos os monitores na sala de reunião do colégio diferença sem nenhum questionamento”!
—Droga! —ele comenta se levantando. —Estarei de olho em você, Ashley!
—Significa que estou livre de ti? —ela comemorou um pouco alto de mais gerando olhares para si.
—Significa que qualquer regra quebrada eu te lembrarei da dor do soro queimando sua pele e a sensação de desmaiar!
—Está me ameaçando?
—isso mesmo. E obrigada pelo leite a vapor.
{...}
Já no colégio diferença a situação estava tensa. Mais de sessenta monitores estavam presentes e ambos olhavam irritados para o governador que solicitou sua presença na reunião.
—Vamos começar? —Franco sugeriu fazendo todos sentar. —O governador tem alguns assuntos a tratar conosco hoje.
O prefeito de Radaster mantinha-se inquieto, ele compreendia que é conveniente o mais renomado na ala de educação direcionar a reunião mais é um absurdo ele como prefeito não saber um por cento do que se trata a reunião.
—Hoje quero tratar com você um novo sistema de educação! —Explica em um tom convincente.   —É uma nova matriz curricular para a juventude de Radaster.
—Onde entramos nisso? —Um dos monitores questiona. —Somos responsável pela segurança e não a educação!
—Calma que chegarei lá.—O governador David diz enquanto distribui um folheto com a nova matriz. 
Pode se ouvir um som irritante de salto fino batendo no piso. O som vinha da bota branca de Rosa.  Não podia ser, mas era. Os quatro misteriosos acabaram de invadir o colégio Diferença, sua primeira aparição na região oeste de Radaster.
—Oi governador. —Blue caminha até o homem gerando uma sessão de olhares para si. —A quanto tempo.
Os quatro misteriosos se assentam na primeira fila, eles usavam calça e blusa sem esquecer as capas, cada um com a cor de acordo com o nome.  
—Como entraram aqui? —Questionou David.
Desta vez quem respondeu foi Jay.
—Sem nenhum monitor na cidade é fácil descobrir como entraram aqui! —Jay diz revirando os olhos em sinal de indignação.
Todos olhavam para os misteriosos com curiosidade, a maioria só ouviram boatos sobre eles, mas agora os viram em carne e osso. De perto pareciam malucos com fantasia mais era divertido observar a seriedade com que levavam as coisas.
—Se não se importa e tenho certeza que não, afinal, eis um homem democrático, queremos participar da reunião!  —Green anuncia, Rosa imediatamente pega uma caderneta para escrever os relatos.
O governador David olhou nervoso para os quatro, após apontou o dedo para os monitores:
—Retirem eles daqui imediatamente! —Ele apontou o dedo para a porta.
—Não, é direito deles estar aqui! —Um loiro de olhos puxados disse.
—Não quero monitores rebeldes! —O  governador berrou enquanto todos o olhava com repulsa, até mesmo o prefeito e o diretor.  — Eu quero os melhores monitores! —David gritou para a equipe que se mantinha de prontidão para cumprir as regras. Desde que elas fossem descentes. Mas tudo que David pediu até então foi ridículo.
—Não somos seus fantoches! —Jay gritou de volta.
—Claro que não meu caro! Mas acredito que prefere me obedecer por bem não é mesmo? 
Jay se lembrou das pessoas que disseram “não” para o governador sendo jogadas na prisão de segurança máxima de Lixchó sem nenhum crime. Ele não podia se dar o luxo de ser preso, tinha que sustentar sua mãe. 
—Desculpe-me senhor!
Jay foi até os quatro misteriosos e pediu para se retirarem.
—É um absurdo, a população tem o direito de saber o que se passa no colégio em que seus filhos ingressaram! —Orange bradou contrariado. É obvio o porque o misteriosos de laranja não é o líder, seu temperamento explosivo normalmente só piora a situação.
Green fez sinal para os outros se levantarem. Todos obedeceram o comando. E caminharam enquanto Jay apontava uma arma para eles.
Assim que saíram do campo de vista de todos Jay disse:
—Não se preocupe lhes informarei o que ocorreu aqui desde que expliquem o porque estão bancando os salvadores da pátria? —Green concordou, após apertaram as mãos.
Blue foi tentando acalmar o estressadinho do irmão Orange,  enquanto Green e Rosa se abraçavam ambos também eram irmãos e do tipo carne unha...

Cap. 4 Jornalista caneta de ouro



Melissa e Franco
A nuvem que assolava Radaster estava mais densa e escura, pelo visto choveria ainda mais no final de semana. O jornal do dia 17 de abril de 2016 estava aberto na página de numero 6...


A mais nova jornalista indicada ao prêmio Caneta de ouro foi à nossa renomada colunista de fatos surreais, Melissa Franco, conhecida também por ser esposa do milionário Franco, que é dono do colégio Diferença o mais conceituado de todo Dimentionic em valores e qualidade de ensino.   
A jornalista assume para nossos jornalistas que não esperava por essa grande honra, diz ela:       “Eu faço o que gosto, manter-me conectada a tudo não é um trabalho mais minha forma de viver. Considero estar sendo premida por apenas ser eu”...
E assim torcemos para que ela continue sendo assim essa colunista maravilhosa!   


Franco caminhou até a esposa que estava assentada na poltrona, Melissa admirava o escritório do marido com atenção.
—Gostou da decoração? —Perguntou ele estendendo-lhe uma taça de vinho. —Fui eu quem escolheu.
—Achei muito organizado, mas está tudo muito cinza e metálico! —Ela diz suave para não parecer grosseira. —Algumas plantas e quadros deixariam ainda melhor.
Ele a levantou da cadeira e deu lhe um selinho.
—Você poderia corrigir isso por mim! —Perguntou com calma. —Eu não estou com paciência e seu gosto é espetacular.
—Pode ser amor, agora o que me diz de sairmos para um jantar? —Ela sentou novamente na cadeira. —Tenho que comemorar por mais uma vitoria!
Ele pensou um pouco. Tinha uma reunião a noite com os monitores do colégio. Não querendo desapontar a esposa decidiu mudar de assunto.
—O que está pensando em escrever? —Ele sabia que ela teria novas idéias para uma incrível matéria e o assunto a distrairia esquecendo o jantar.
Melissa como o previsto caiu na ladainha do marido.
—Você já ouviu falar dos misteriosos Univens? —Perguntou. —A maioria da classe pobre já recebeu doações do grupo.
—Já ouvi alguns rumores entres os estudantes! —Ele lembra de Ashley, filha do prefeito. Certa vez que ela estava de castigo em seu escritório comentou que havia conversado com um homem de cabelos pretos e vestes laranjadas com uma mascara cobrindo a face. A garota tinha dito que ele queria o balanço das famílias mais pobres do reino. 
—Pois então, minha nova matéria é sobre suas vidas e objetivos. Merecemos mais do que uma ajuda, necessitamos de respostas, afinal, ninguém ajuda os outros sem interesse!
—Concordo plenamente! —Ele abriu a porta do escritório. —Só que agora preciso ir resolver alguns problemas amor!
Ela e levantou com delicadeza, pegou a bolsa de couro nude na mesa e foi até a porta.
—A propósito, da próxima vez é só dizer que tem compromisso, não precisa mudar de assunto. —Ela o beijou deixando um borrado de batom vermelho pelos cantos de sua boca.
—Irei anotar isso. —Franco piscou.
{...}
Melissa vestiu uma calça de couro e uma blusa branca, depois calçou uma bota preta. Sua vontade era de dormir a tarde inteira de sábado, mas tinha que ir para as ruas procurar os misteriosos.
Ela escolheu uma bolsa grande na qual cabia o gatinho preto dentro.
—Oi bichano da mamãe, você vai ter que me ajudar hoje de novo. —Disse ao gato enquanto o acariciava.
Melissa pegou a chave do velox prata e saiu dirigindo pelo céu de Radaster.
Os velox é uma mistura de carro com avião, ele é pratico e pode voar o que torna tudo mais rápido, afinal, no céu ainda não há muito transito!
Após vinte e cinco minutos ela chegou até a parte inferior da cidade. Ela deixou o velox estacionado próximo a uma árvore no pé do morro. Assim que iniciou  caminhada em uma subida íngreme. A maioria das crianças do morro brincava em grupo de correr ou de se esconder.
Melissa visualizou um pouco adiante uma senhora estendendo roupas no varal... 
—Com licença, poderia responder algumas perguntas? —Perguntou a mulher que virou a face para se retirar. —Eu prometo não ocupar muito de seu tempo!
—Já está ocupando, sabia que nem todos tem a vida ganha como você? —Ela diz com certa tristeza no olhar. —Aqui não é lugar para uma nariz em pé riquinha!
Melissa engoliu a seco as palavras grosseiras da mulher, mas não podia questionar, pois n verdade não tinha a mínima noção do que os mais pobres de Radaster passava.
Ela continuou na expectativa  de conseguir algumas respostas. Seus olhos manterão atentos como de uma felina a procura da presa. Depois de minutos encontrou uma adolescentes sentada na sombra de uma árvore. 
—Poderia me responder algumas perguntas? —Ela confirmou deixando um livro grosso com a capa gasta de lado. —Qual é o seu nome?
—Cristal...
—Conhece os misteriosos Univens?  —Melissa perguntou já anotando as respostas.
—Sim e não! —Ela pensou um pouco. —Eu já conversei com a Rosa mais não sei quem são de verdade.
—Mas sabe o nome fantasia de todos os quatros?  —Sua emoção triplicou, com certeza estava falando com a pessoa certa.   
—A de cabelo loiro e vestes rosa pink com branco se chama rosa. A Blue tem cabelos pretos e suas vestes são azul com prata.
Melissa anotava cada detalhe.
—E os dois homens?
—O Oranje tem cabelos pretos e um pouco grande, suas vestes são todas laranjadas com detalhes preto fosco. E por ultimo o líder deles , Green como já percebeu é obvio que a roupa dele é verde e tem uma capa com capuz muito legal, o cabelo dele é loiro.
Melissa ficou maravilhada com as informações.
—Como sabe de tudo isso?
—Eles que me sustentam desde o mês passado, fui encontrada  na floresta por  Oranje. —A jornalista pensou em perguntar o que ela fazia na floresta mais percebeu  que não levaria a nada. —Eles são uma família para mim como para muita gente aqui no morro e no Vale do leste também.
—Está me dizendo que eles estão se manifestando apenas no morro do sul e no vale do leste  aqui de Radaster? Porque não aparecem na região Oeste onde está todo o centro econômico e no leste onde estão todas s famílias importantes.   
—Porque vocês já tem tudo! Não precisam de nada!
Cristal pegou o livro novamente.
—Eu não tenho mais nada a dizer! —Ela terminou a frase sem olhar para a jornalista.
Melissa concordou com a cabeça voltou para o velox na intenção de retornar para a casa. Ao chegar lá se deparou com o baú de ouro, que no caso era um mascarado de calça laranja com um cinto preto, as mangas da blusa de tal também eram da cor das calças enquanto o tecido que revestia o abdômen e o peitoral era um preto fosco.
—O que faz aqui madame? —Perguntou sorrindo. Melissa estava em choque não esperava que falaria com o próprio Oranje tão sedo.
—Estou em busca de uma reportagem? —Diz convicta. —Preciso que me diga qual é o objetivo do Misteriosos?  
—E porque devo falar?  —Questionou ainda com o sorriso nos lábios. —Você é quem está no meu território e não visse verso!
—Sou uma cidadã de Radaster tenho o direito de pisar onde quiser, afinal, este território é  de todos nós.
—Então porque o governo só lembra dos granfinos?  —Brigou.  —Se o território é de todos nós a verba também deveria?
Melissa pensou em uma forma de conseguir algo mais.
—Me diga o que pensa e eu publicarei se quer acabar com as injustiças nada melhor que usar o jornal como sua ferramenta!
—Ótima sugestão. —Orange refletiu sobre a possibilidade.
—Qual é a missão dos misteriosos?
—Sabe o significado do nome Univens?  Com certeza não. —Ele esperou ela anotar. —Univens significa Unidos venceremos  e é essa nossa missão alcançar a união de tudo e de todos!
—Não consigo compreender. —Melissa confessou confusa. O gatinho que estava na bolsa da jornalista  pulou do local e saiu disparado atrás de um rato.
Melissa correu para pega-lo e quando voltou Oranje já tinha ido embora!
{...}
Enquanto isso nos  céu de Radaster o avião da capital preparava para pousar, e dentro de tal estava o famoso Governador Nicholas David.  

Cap. 3 Jovem Infratora



Ashley e Jay
O silêncio predominava no dormitório feminino, o dia 5 de Abril de 2016 estava chuvoso. As garotas dormiam tranquilas em seus aposentos, com exceção  de Ashley e sua prima Alicia.
— Não compreendo o valor desse sonífero para tirar-me da cama em um dia de chuva? — Ela passou a mão no cabelo acalmando os frises. Seus olhos estavam bem destacados por um delineador e sua face bem maquiada para esconder as espinhas, que são presentes dos hormônios na puberdade!
— Este sonífero vai nos ajudar na missão “Escritório do papai”! — Ashley diz como se isso explicasse tudo.
— Eu pensei que nós ainda estávamos na missão “Tira o anjo do Diego ”! — Alicia confessa confusa só de pensar que mal saiu de uma confusão e adentrou em outra!
A missão tira o anjo do Diego  tinha o intuito de separar ele da namorada Angélica Angel. Ashley sempre  teve aquela paixão platônica por Diego e não se conformava com a ideia dele ter escolhido outra garota!   
— Esquece a missão tira o anjo do Diego , eu já superei isso! — Alicia franziu a sobrancelha e fez aquela famosa expressão de “Sério???”   — O Diego  não passa de um rato de esgoto para mim!
A amiga fingiu acreditar. As duas estavam sentadas na cama de solteiro com as agendas nas mãos programando a próxima missão.
— A missão  Escritório do papai é muito séria!
Ashley é filha do prefeito de Radaster, Robert. Sendo ele e mais três prefeitos o braço direito do Governador de todo o continente de Dimentionic!
— Meu pai está escondendo algo muito sério de mim... Ele contava todos os projetos do governo e dessa vez ele apenas disse que não era coisa de criança!
— Já cogitou a ideia de que  ele está certo? Que existem assuntos que não cabe a você saber? Que você é apenas uma adolescente?
Alicia saiu da cama da prima e foi para a sua na intenção de voltar a dormir. As duas dividem o quarto desde que entraram para o colégio aos 15 anos.
— De que lado você está? — Ashley perguntou desapontada.
— Do lado que me deixa dormir. Cansei de suas brincadeirinhas infantis que sempre nos mete em confusão!
Ashley concordou com a cabeça e saiu a deixando só. Ela sabia que não podia sair do prédio feminino mais necessitava do sonífero. Só assim apagaria o segurança e entraria no escritório do pai.  Era sexta feira, não podia adiar. Somente Jonh,  o consegue tudo (ele era conhecido por conseguir as coisas mais improváveis que se possa imaginar), com certeza arrumaria o sonífero, o único problema é que ele se encontra no dormitório masculino.  
{...}
Sair  pela janela do terceiro andar foi fácil, a árvore a ajudou a descer sem cair. Tudo corria bem. As gotas de chuva molhavam a seda de seu vestido preto deixando manchas redondas por toda a veste.
— Ser diferente, ser especial. Viver para ser, ser pra viver! — Cantarolava baixinho a musica de um cantor pouco conhecido em Radaster, as Musicas que ele compunha lhe deixava admirada, pensar que ele era apenas um garçom que gostava de compor é quase inaceitável. — E se fechar os olhos poderá ver, o vento dançando para você...
Ela continuou cantando baixinho com a chuva abafando o som.
Dez minutos depois conseguiu atravessar o campos e chegar até o dormitório masculino. De longe avistou um homem moreno de cabelo curto e vestes pretas com uma arma carregada nas mãos enquanto andava de um lado para o outro!
Ele era um dos monitores. Eles estavam por todas as partes, sorte que não  esbarrou com um pelo caminho!
Passo a passou , passou por de trás das árvores, ficando atrás do prédio. Na parte de trás tem um pequeno buraco na parede.
Nenhum monitor sabe que lá é praticamente um mercado do grupo força maior.  É só se identificar pelo buraco, por o dinheiro e pedir o que quiser.  O responsável pelos pedidos é Jonh, mas todo o pessoal do grupo pode lhe atender. O dinheiro é encaminhado para as despesas dos próprios!  
O grupo Força Maior é uma gangue de Radaster que comanda todo mercado de compra e venda ilegal. Eles também são os responsáveis pelos melhores eventos e por serviço de proteção desde que bem pagos, é claro, tudo isso às escondidas já que é um trabalho ilegal!  
— Ashley, vim pegar o meu sonífero! — Falou para Penélope. Tal menina é namorada do líder da gangue, que por sinal, também não deveria estar no dormitório masculino .   — Aqui está a grana.
Penélope contou o dinheiro e depois passou a encomenda.
Assim que pegou o frasco se colocou de pé e escondeu o buraco com um galho.  Depois guardou o frasco na lingerie preta.
{...}
Tudo ocorria como o planejado. Estava próximo ao prédio feminino quando escutou passos correndo em sua direção.
— Parada se não eu atiro. — Movida pelo impulso correu. Logo após se arrependeu amargamente da atitude. O monitor não teve dó, no mesmo instante atirou.
A bala não adentrava a pele, apenas dava choque fazendo com que a vitima caia de susto e uma leve dor.
— Venha comigo para a sala do diretor! — Ainda atordoada se levantou, depois foi arrastada por ele.
No uniforme do monitor estafa escrito com três letras seu nome, Jay. Ele é alto e forte, mas não é velho como a maioria, provavelmente fazia parte dos novos aprovados de Lixchó. Muitos jovens de lá foram aprovados recente por ser treinados com bastante vigor, porém Lixchó não é o lugar mais apropriado para se iniciar trabalho.
O Reino de Lixchó é que forma os melhores monitores, os únicos jovens aprovados são de lá justamente por serem rigorosos com a educação de defesa e ataque. Neste Reino fica a prisão o que faz eles terem que ser ainda mais forte. É de suma importância a segurança da prisão.
— Você não se sente desconfortável em outro reino?  — Asheley perguntou enquanto era encaminhada para a sala do diretor.  — É obvio que você não é de Radaster!
— Como sabe? — Jay perguntou mantendo a fisionomia séria e o olhar adiante.  — Pareço deslocado?
— Não, mas os únicos monitores jovens são de Lixchó, o resto dos monitores precisão concluir os estudos para depois se formar no cargo de monitor. — Ela o olhou com atenção. — E você é jovem, não teria dado tempo de terminar os estudos e ser treinado para monitor.
— Sim eu sou de Lixchó, e após meu processo de iniciação em todas os Reinos voltarei para o meu e serei monitor da prisão!  — Falou ele enquanto a encarava com desprezo.   
— Porque me olha assim? — Ela balançou os fios de cabelo para água escorrer. — Parece ter nojo de mim?
— A cadeia está cheia de infratores igual a você, que não respeita as ordens! — Ele começa andar mais rápido a puxando a força. — Eu odeio ver uma pessoa que decidiu arruinar a própria vida! Se não sabe obedecer as simples regras quem dirá as grandes!
— Eu não sou uma delinquente! — Ashley gritou nervosa.
— Certeza?  — Jay deixou a interrogação no ar.
{...}
— Senhorita Ashley, o que devo a sua visita novamente na minha sala pela terceira vez essa semana? — O diretor Franco perguntou enquanto procurava algo na gaveta da escrivaninha.
— Prometo que não se repetirá senhor!  
— Tenho absoluta certeza.  — Ele entregou uma pulseira de aço para Jay que imediatamente a colocou no pulso da garota e a acionou.
— O que isso faz? — Ela questionou.
— Ela serve para o Jay te monitorar, caso quebre qualquer regra ou esteja em perímetro proibido ele a acionará e você sentirá algo terrível depois desmaiará.
— Você esta dizendo que ele. — Apontou o dedo para o moreno. — Será minha babá no colégio?
— Não apenas no colégio senhorita. Ele vai te monitora dia e noite até nos fim de semana.  
Ela revirou os olhos.
— Duvido que isso vai causar algo, é apenas para me impor medo!
Jay imediatamente apertou o botão no  pucap ( é um aparelho que o mantém conectado a todas as pulseiras de rastreamento e informações).
A pulseira injetou um liquido azul na garota. A mesma começou se revirar de dor, a sensação  é de estar pegando fogo. Após desmaiou.
{...}
Assim que acordou estava deitada na cama de seu quarto com a pulseira de rastreamento no pulso!